terça-feira, 21 de abril de 2015

JOÃO-DE-BARRO, UM ARQUITETO VISIONÁRIO

Você já ouviu falar em ´´concreto verde``? Pois é, este é o nome das construções feitas com terra batida. Embora  o termo esteja em evidência nos tempos atuais, este é um método primitivo de construção.

Sabemos que a argila, é a matéria-prima natural mais antiga encontrada nas habitações humanas. Na atualidade sua utilização vem sendo considerada barata e inteligente, por isso esse método é empregado desde construções nas comunidades rurais de baixa renda e até em outras residências e edifícios pelo mundo afora.

Mas se o homem, há muitos anos atrás, empregou essa tecnologia foi porque aprendeu a observar a natureza. Em especial, a casa construída pela pássaro João-de Barro. 



Arquitetos e designers atuais, cujos interesses são produzir casas dentro do conceito de bioconstrução, vêm se inspirando nesses métodos remotos. A escolha pela  utilização do barro  está associada à flexibilidade dessa matéria-prima e às necessidades sustentáveis do planeta.

A comunidade Musgum, localizada no extremo norte dos Camarões, parece que também se inspirou na casa do João-de-Barro, isto porque o sistema de construção deste grupo étnico é bem parecido com o do pássaro. E por este motivo, as habitações deste povoado estão inspirando os arquitetos modernos.

A imagem abaixo ilustra as características principais, tais como: utilização de barro, erguidas de maneira orgânica, em formato ogival, com ranhuras que contribuem para o escoamento da água da chuva. 






O interesse pela utilização do barro nos métodos de construção atuais deve-se às seguintes características próprias desta matéria-prima.

O barro regula a umidade ambiental, uma vez que expele e absorve mais umidade e em maior quantidade do que outros materiais, regulando desta forma o clima  interno das construções tanto no verão, quanto no inverno.  Armazena calor. Em regiões onde a diferença de temperatura é significativa, o barro ajuda a equilibrar o clima dentro de casa.

Além disso, economiza energia e diminui a contaminação ambiental. Isto porque este material não produz degradação ambiental em relação aos outros materiais. Para trabalhar o barro no local, necessita apenas de 1% da energia exigida para a preparação, transporte e elaboração de concreto armado e tijolo cozido. E como se não bastassem todas essas qualidades ainda é reutilizável, preserva a madeira e outros materiais orgânicos.

Depois do que foi dito acima só temos que agradecer à natureza e ao visionário João-de-Barro.

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